Desafios Globais: China - Conclusões


Nas últimas semanas endereçamos uma série de questões acerca daquilo que entendemos como um dos maiores desafios geopolíticos do Séc. 21, a China. Na tentativa de criar uma doutrina própria na política externa americana, o presidente Joe Biden tem afirmado que o presente século será o da dualidade tensional entre dois modelos antagônicos na arena internacional: o das democracias versus o das autocracias (como a China). Longe das teorias e possíveis doutrinas, nosso objetivo foi o de demonstrar (a partir de variáveis relevantes) um cenário com potencial evolutivo, onde a China vem, cada vez mais, impactando a geopolítica no tabuleiro ocidental, com o seu projeto de expansão global, ancorado nos desejos do Partido Comunista Chinês. Dessa forma, gostaríamos de trazer algumas conclusões sobre os temas que abordamos.


O “soft power” chinês


O soft power é o mesmo que poder brando, ou seja, as estratégias de uma nação a partir de questões culturais, na tentativa de se criar um poder de atração. A China tem investido fortemente em algumas ações como: envio de estudantes (financiados pelo governo) para vários países ou até mesmo a instalação de seus Institutos Confúcio, centros para irradiação de sua cultura. Ocorre que nessas ações, nunca fica claro o que está separado da potencial espionagem, uma vez que hoje a China possui um dos maiores serviços secretos do mundo.


Expansão econômica no Ocidente


Nesse ponto vimos que o projeto é audacioso, qual seja, a partir de investimentos bilionários para criar infraestruturas que avancem ao Ocidente, por terra e água, com o objetivo de se criar uma dependência econômica em certos países e regiões, vantagem que será importante no médio e longo prazo, para a China. A reação Ocidental, nesse ponto, é recente, como a criação de um projeto trilionário para conter o avanço de Beijing, liderado pelos EUA.


Ambições militares


Como vimos, a China já possui a maior Marinha de Guerra do mundo. O desejo de possuir a sua própria Estação Espacial está vinculado com o seu projeto nuclear, que avança lentamente. Qual seria a pretensão do Partido Comunista Chinês em ter as maiores forças armadas do mundo? Com a sua expansão militar, as tensões, cada vez mais, aumentarão no Mar do Sul da China e além. Beijing reivindica a totalidade do Mar. A cada ano, os investimentos militares aumentam, acendendo o sinal vermelho no mundo democrático.


O avanço tecnológico


Nesse quesito, os especialistas têm falado em uma nova Guerra Fria. O mundo se dividiu em dois ecossistemas tecnológicos antagônicos (a partir do 5G), um liderado pelas democracias ocidentais e o outro, pelo Partido Comunista Chinês. Uma das preocupações com a China detendo fatias grandes no 5G é a da espionagem. O apetite de Beijing no aspecto cibernético tem chamado atenção, também, com inúmeros casos de invasões no plano ocidental. A China será o maior desafio geopolítico do século. As tensões estão em escalada e o vetor tecnológico, talvez, é onde está o encurtamento para uma tensão maior. Os cenários a partir da economia e do aspecto militar estão mais no longo prazo, tendo a tecnologia o poder de combustão nas relações futuras. A reação ocidental tardou em suas estratégias, que ainda estão no papel, enquanto a China, em seu jogo paciente, vai colocando as peças no tabuleiro ocidental.




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